segunda-feira, 10 de maio de 2010

Chegou o prefossarado heleno mandou parar.

A entrevista ao ministro da educação grego no canal público de tv foi antecedida pela entrada de dezenas de professores no estúdio. A polícia interveio com violência, mas os professores conseguiram deixar esta mensagem aos telespectadores.


quinta-feira, 6 de maio de 2010

Análise das eleiçons na USC: nom hai mapa cor-de-rosa em nengures.

[Podes consultar o programa da Semana das Letras com motivo do centenário do natalício de Carvalho Calero aqui].

Nom nos imos deter agora a analisar os dados dos reitoráveis, já que desde um modelo de autoorganizaçom horizontal do estudantado é difícil acreditar a estas alturas em concesons e avançons para os nossos direitos "cedidos" verticalmente. Contodo, os resultados podem consultar-se aqui.


No que atinge aos representantes do estudantado a claustro, toda vez que a assembleia apresentou a dous candidatos, as consideraçons que acho pertinentes fazermos som as seguintes:

1.- A autoorganizaçom do estudantado é mínima e atopa-se no pior momento da II Restauraçom bourbónica, sem ser capaz de responder com umha mínima contudência as ofensivas que está a padecer (Plano Bolonha, Máster de Secundária, etc.).

A desmobilizaçom do estudantado, ora voluntária ora por desídia é um facto que reflecte isto em termos estatísticos. Só 5,78 votárom entre os de tercer ciclo e 13,20 primeiro e segundo ciclo. Ou seja, nem tam sequer um de cada dez estudantes se molestárom por participar no processo. Os dados som incontestáveis e nem convidam ao optimismo nem a análises de força desde os sindicatos, que devem replantejar-se as suas estrategias de autoorganizaçom a sério e em profundidade se verdadeiramente querem reverter o processo de perda da hegemonia do pensamento da esquerda e artelhar um movimento estudantil que seja merecente desse nome.

2.- Muitos dos que votárom figérom-no porque era a primeira vez que podiam participar num processo destas característas, entre a curiosidade e o apoio a algum conhecido. É mais, para muitos será todo o activismo estudantil que farám de aqui para a frente. O desconhecimento da meirande parte entre o estudantado é proverbial, nem sabiam para serviam os dous sobres, nem a quantos representantes podiam votar como comprovei in situ.

3.- A mercadoria de votos é umha realidade. Poderia-se falar de carreteio sem cair em nengumha exageraçom e por parte de todos os candidatos e grupos que concorriam. O processo nom tem nada de democrático.

4.- A assembleia de filologia procurava apenas ter umha voz e um ouvido no claustro sem entrar em ciladas de representatividade nem ligaduras económicas que isso trai consigo. Os modelos de autoorganizaçom estudantil devem fugir da simples erótica do poder. Os sindicatos maioritários deveriam reflexionar em vendo o grau de desmobilizaçom do estudantado até que ponto a sua dependência dos fundos da USC condicionam qualquer umha das suas actuaçons. As megacampanhas de custos desorbitados made in america podem atrair o voto do estudantado novo e menos organizado, mas isso nom se traduze numha conscienciaçom do estudantado nem umha implicaçom nas luitas e mobilizaçons na defesa dos nossos direitos. Para nada contribui, nem que dizer tem, para a autoorganizaçom do estudantado.


5.- O modelo do conjunto dos sindicatos, em minha opiniom, tem que repensar-se desde a aposta por assembleias horizontais em que os sindicatos nom podem implicar-se como tais, mas apenas através de membros seus a título individual. Este modelo só lhes reportaria benefícios, quanto mais reforcem a autoorganizaçom assemblear mais se fortalecerám eles próprios ao obterem novos apoios desde essas assembleias. O fluxo é bidireccional, mas tamém antagónico. Quanto menos advoguem polo modelo assemblear, quanto mais o boicoteiem mais se enfraquecerám e mais contribuirám para a perda da hegemonia, em termos gramscianos, da esquerda que ainda nom é total em toda a USC, mas si em toda a sociedade.

6.- O reartelhamento do movimento estudantil tem que ver-se a meio-longo prazo e as luitas concretas podem acelerá-lo ou desinflá-lo dependendo do sucesso do enfoque seguido polos elementos mais conscientes do estudantado que tomem a iniciativa.

As assembleias esporádicas sem continuidade nom servem para umha conscienciaçom real do estudantado, apenas repondem a umha ameaça concreta e a luita tem de ser sempre globalizada. As assembleias com continuidade mas que caiam na cilada de representatividades e a mímese do fracassado modelo sindical demonstrarám que a rémora do passado impede ainda criar elementos de autoorganizaçom acaídos a estrutura social realmente existente na comunidade universitária actual. A autoorganizaçom é a horizontalidade devem ser sempre processos de conscienciaçom, formaçom e resposta revolucionária aos reptos e ameaças que o poder nos lança.

7.- A necessidade dumha emergência dum modelo assemblear que permita as diversas sensibilidades da esquerda organizada trabalhar conjuntamente desde o indivíduo e chegar a estudantes aos que doutra forma nom seria possível chegar é, hoje mais do que nunca, de extrema necessidade. O movimento estudantil está baixo mínimos e nom se estám dando passos concretos e ajeitados, com a generosidade que isto require, para reverter a situaçom. A dicotomia é clara, ou pular por um modelo que seja retroalimentativo para a esquerda e as suas organizaçons ou entregar-lhe definitivamente à direita a hegemonia.

8.- A urgência de repensar o modelo de autoorganizaçom estudantil vem motivada porque a "nova" ofensiva do capital-financeiro sobre os estados sociais europeus atingiu umha incidência sem precedentes que recrudescerá a luita de classes, mas que tamém abre as portas para a ultradireita. Se os representantes estudantis dos próximos anos actuam com intiligência, generosidade e diligência a situaçom é ainda reversível e som aguardáveis novas e múltiplas luitas e avanços nos nossos direitos. Do contrário o retrocesso provocado pola mercantilizaçom e privatizaçom do ensino é imparável.


quarta-feira, 14 de abril de 2010

SEMANA DAS LETRAS: NO CENTENÁRIO DO NASCIMENTO DE CARVALHO CALERO



Crédito de livre configuraçom em trámite.

1.- Carvalho Calero: biografia e interhistória: (11 horas)

10 de Maio

15:30 horas Apresentaçom da Semana das Letras

16: 00 horas O legado global de Carvalho Calero por Aurora Marco.

17:00 horas Carvalho Calero e o Partido Galeguista por Justo Beramendi.

19:30 horas Ricardo Carvalho Calero, historiador da literatura por Arturo Casas.

11 de Maio


16:00 horas Projecçom da entrevista a Carvalho Calero e debate posterior

18:00 horas Dos mestres à Academia Galega da Língua Portuguesa na Galiza. Percurso polo pensamento lingüístico de Murguia, Joám Vicente Biqueira, Risco, Castelao e Carvalho Calero por José-Martinho Montero Santalha.

2.- Carvalho Calero: a sua obra lingüística: (10’5 horas)


12 de Maio

16:00 horas Apresentaçom

16:30 horas De Rodrigues Lapa a Carvalho Calero. O galego (im)possível?. A evoluçom na teorizaçom lingüística de Carvalho. A “radical” proposta de Rodrigues Lapa . Reacçons a favor e em contra na Galiza. A herdança de Carvalho no regeneracionismo por Roberto Samartim e Valentim Rodrigues Fagim.

19:30 horas A gramatización e a elaboración formal da lingua galega antes de 1980 por Ramón Mariño Paz.

18 de Maio

16:00 horas Entre o normativismo e o utilitarismo, perspectivas de Carvalho Calero e o Reintegracionismo desde o século XXI. por Carlos Figueiras.

18: 30 horas Carvalho Calero na lembrança por Carme Blanco


3.- Carvalho Calero e a sua obra literária (10’5 horas)

19 de Maio

16: 00 horas Apresentaçom

16:30 horas Scórpio e a obra narrativa de Carvalho Calero por Carlos Quiroga

19:00 horas A obra teatral de Carvalho Calero por João Guisám Seixas.

20 de Maio


16:00 horas Recital lúdico-poético e leitura dum texto final reclamando o Dia das Letras Galegas para Carvalho. Recital a cargo de Carlos Quiroga, Alicia Fernández e Gonzalo Ermo. Leitura dumha escolma de poemas de Carvalho Calero.

17:30 horas Exposiçom da Fundaçom Atábria sobre Carvalho Calero. Com debate posterior

Pausa-café (30 minutos)





20:00 horas Encerramento da Semana das Letras. Conclusons e leitura do manifesto da Assembleia de Filologia para a o recolhida de sinaturas para um Dia das Letras Galegas para Ricardo Carvalho Calero.





Total horas Semana das Letras: 32 horas.

terça-feira, 6 de abril de 2010

terça-feira, 23 de março de 2010

Última hora! Nom nos vam parar com ameaças

Durante toda esta jornada houvo paro geral na faculdade de História, com piquetes informativos em cada porta que impedírom a entrada do escasso alunado coptado que nom queria seguir a greve. Permitiu-se aliás a entrada a professores e pessoal de investigaçom, limpeça, conserjaria...

A manifestaçom, a que a assembleia de filologia se sumou, foi um êxito, contando com por volta de 200 pessoas, rematando no Valedor do Povo (esse que di na Galiza se ponhem pistolas para obrigar a falar galego) onde se entregou um escrito por cada participante.

A assembleia de filologia já denunciou no seu dia o despropósito do Máster de Secundária, especialmente no tocante a sua aplicaçom com um carácter retroactivo ilegal para os licenciados e com um número de vagas limitado para favorecer às universidades privadas. Assemade, fomos o único colectivo estudantil que boicoteou o acto de apresentaçom deste Máster de Secundária em que Seném Barro defendeu abertamente o "darwinismo social": "aqui estamos os melhores fôrom as suas palavras.

Pola tarde continuárom os piquetes, mas sem prévio aviso apresentárom-se as forças repressivas identificando ao estudantado em greve com o único fim de garantir que os senhores da UE que iam visitar o ILGa nom viram o desfalco educativo que hai na Galiza. As medidas repressivas som um excelente mecanismo de disuasom para que a sociedade seja passiva e nom se rebele contra os atentados aos seus direitos. Ameaçárom aos presentes com 2.000€ de multa se nom se disolvia o protesto. Notificou-se-lhe isto ao decano perante o qual afirmou cinicamente que nom podia fazer nada quando é evidente que a polícia nom pode entrar na universidade sem autorizaçom da reitoria nem o decanato. A nom ser que agora tenhamos menos direitos ca no tempo de Franco, quando no 67 o estudantado fazia "saltos" (concentraçons por surpreesa) no ensanche compostelano ainda em constuçom empregando os adoquins para fugir dos "grises" e quando ocupárom a sé histórica da USC em Maçarelos durante meses.

Por todo isto pedimos ao todo estudantado que se solidarice e implique nas mobilizaçons em defesa dos nossos direitos mais elementares e que participem nas assembleias estudantis. Só a nossa uniom fará que as nossas petiçons sejam ouvidas e que o máster seja um requisito toda vez que a vaga na oposiçom for atingida.





http://www.xornal.com/artigo/2010/03/22/sociedad/facultade-historia-clama-novo-master-docente/2010032223233000957.html

http://www.elcorreogallego.es/galicia/ecg/huelga-alumnado-historia-master-docente/idNoticia-528754/

quinta-feira, 18 de março de 2010

Juan Manuel García Ramos: Educaçom à bolonhesa

No nosso tempo, o império do mercado entrou de cheio nas salas universitárias e trocou-nas até fisicamente. A cultura da image apodera-se da cultura da palavra, da ideia. As generaçons que hoje accedem à universidade som filhas da Galáxia Marconi e, em boa parte, despreciam a Galaxia Gutenberg. Querem images para apreender, nom textos. Os livros consideram-se anacrónicos, sobretodo se as pasages de escritura que contenhem nom vam acompanhadas dumha parte substancial de ilustraçons que aligeirem a sua leitura.

Ler todo o artigo aqui (página muito recomendável com informaçons sobre Bolonha e o estudantado).

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Para que lhe serve o galego a umha húngara?

Para que lhe serve o galego a umha húngara?

"Para olhar o mundo doutro jeito", contesta Vera Gergely. É umha das embaijadoras da língua galega, como a russa Daria Shornikova, a romanesa Mariana Ploae-Hanganu ou o japonês Takekazu Asaka

Tirado de aqui.


Cando lhe perguntam para que lhe serve o galego a umha húngara, o primeiro que fai Veronika Gergely é armar-se de paciencia. “Para que a minha vida seja mais formosa e enteira, para poder olhar o mundo doutro jeito, para falar com os japoneses e os índios que conhecim em Compostela, para aprender as vossas cançons e danças tradicionais, para bailar muinheiras e jotas e para criar vínculos entre a Galiza e Hungria. O galego serve-me para o que me servem todas as outras línguas”, resume, mas sabe que é mentira. Vera, como a conhecem os seus companheiros dos cursos de verao do Instituto da Língua Galega (ILGA) e a Universidade de Santiago (USC), vive em Érd, umha pequena cidade com 70.000 vizinhos a vinte quilómetros de Budapeste, ainda que nasceu na capital. Ademais do húngaro, que vinha com o manual de instruçons, em 26 anos apreendeu tamém português, castelám, inglês, japonês, alemám, italiano e galego. Uns fala-os, outros entende-os. Uns prestam-lhe, outros nom tanto. Qalquer um deles lhe serviria para pedir-lhe cámbio a outro mortal deste planeta, pero só um lhe vale para fazer o que está a fazer: traduzir a Cunqueiro. E nessas anda, de viaje com o velho Sinbad pola língua de Sándor Márai.

Vera chegou ao galego através da música medieval. Queria entender as Cantigas de Santa María e pediu ajuda na Eötvös Loránd Tudományegyetem, a universidade de Budapeste em que estudava. Ildikó Szijj, umha professora de portugués, sacou-na de dúvidas decontado. Explicou-lhe que havia outra Galiza longe de Ucraina e que a língua das cantigas de Alfonso X, com o andar do tempo e a erosom da fala, convertera-se ao cabo na língua oficial de quase três millóns de galegos [e de 200 milhons na sua versom portuguesa].

A tal hora, esse é tamém o idioma de Vera. E da professora romanesa Mariana Ploae-Hanganu. E de Eva Carrión, umha malaguenha que traduziu umha novela de Rosa Aneiros com a única subvençom da sua teimosia. E a de Nilsa Areán, umha engenheira informática de São Paulo que deixou a inteligencia artificial polo contrabando de sufixos através da raia. E a de Hicham Suisse, investigador marroquino, hoje em Lisboa, que soubo da Galiza ao mesmo tempo que Naybet, Bassir e Hadji punham a camisola do Dépor. E tamém a da grega Sofia Karatza, o ucraíno Pavlo Marynenko, o polaco Bartosz Dondelewski, o japonês Takekazu Asaka ou o índio Anik Nandi. Som, com o seu permisso, brigadistas do galego. E hai muitos mais.

UM 'HIT’ DA RESISTENCIA

A xanela deve-lhe muito a Feijóo e Daria Shornikova sabe-o. A autora desse pequeno filme que bole rede arriba e rede abaixo desde hai semanas nasceu em San Petersburgo hai 21 anos. Quando empeçou a filmar o que a gente de Compostela pensava da sua língua nom sabia que mais de 1.500 internautas iriam buscar nom se sabe o que na sua película. Daquela ainda nom aparecera www.eufalo.tv para sementar a rede de confidências sociolingüísticas e senhoras como a mai do O’Leo, o cantautor punk, que pensam que a sua língua, como os seus tomates, som os melhores. Daria nem sequer sabia que o Governo galego se ia meter na lea de legislar contra a língua que o pariu nem que o seu relato se ia converter num pequeno hit da resistência. Um must da galegofília.

“As cousas que se fam a prol da língua som mui ben recebidas, sobretodo despois da mani do 21 de Janeiro”, explica Daria desde o inverno ruso. Empeçou perguntando-lhe à gente qual era a sua palavra favorita e acabou compondo um mosaico de atitudes possitivas cara à língua. Um catálogo de afectos. É curioso que a Daria o galego lhe pareça umha língua “politizada”, cousa “que lhe fai dano”. Aqui, na Galiza, A xanela serve como bálsamo, por vezes como coartada. Alí fai-lhes menos áridas as conxugaçons aos seus alunos.

Se Daria chega ao final da súa tesiña de doutoramento, os contos de Séchu Sende chegarám por primeira vez ao russo. A traduçom é um episodio freqüênte na biografia dos brigadistas. Vera trabalha em Cunqueiro, embora já verquesse algum outro texto ao húngaro. Takekazu Asaka, autor dumha versión bilingüe galego-japonês dos Cantares Gallegos de Rosalia, reparte o tempo entre a versom nipona de Ramom Cabanilhas e a traduçom para o galego dumha presada de contos de fadas do seu país. Sofia Karatza levou ao grego alguns relatos de Mendes Ferrim, Carlos Casares, Manuel Rivas e Miguel Anjo Murado. Eva Carrión fascinou a Rosa Aneiros com a sua versom castelhana de Resistência, já caminho do prelo. E Nilsa Areám devece por pôr a Castelao a falar em galego do Brasil. A maioria tamém traduziu algo de literatura de combate. Suas som algumhas das versons do manifesto de Prolingua.

Bartosz Dondelewski estuda Filologia Hispánica na Universidade Iaguelónica de Cracóvia, mas nom traduziu nada fora dalgum exercício académico. Nom é a sua principal ocupaçom. Nasceu em Kalisk, Polónia, hai 22 anos, porém escreve em galego desde Lisboa, onde completa a sua formaçom. Sente-se “embaijador” das culturas que lhe som próximas, nom só da que lhe dérom ao nascer, mas pom-lhe “um maior esforço” à galega, “pouco conhecida mesmo dentro da Península Ibérica e completamente desconhecida” entre os seus compatriotas. “O galego tem a má sorte de depender das decisons dos políticos”, espeta. “A sua sobrevivência está nas maos dos governantes, que decidem se os nenos vam ter a oportunidade de conhecer a língua própira do seu povo. A decisom de falar galego é umha decisión política porque a língua do Governo central é outra”.

O idioma, para Bartosz, foi o que preservou o sentimento nacional dos seus compatriotas ao longo de 123 anos, cando o seu país nom existia no mapa de Europa. Se calhar por isso, desde a distáncia, acredita que o futuro do galego está longe dos gabinetes. “Encontro especialmente importantes as iniciativas apartidarias”, explica. “O que mais conta é o amor, o agarimo que tenhem os galegos pola língua que os criou e que foi criada por eles. A sua preservaçom permite conservar a identidade nacional, a cultura. Foi assi durante os séculos escuros e segue a selo hoje, quando a influência do castelhano está cada vez mais visível”.

Takekazu Asaka saca-lhe 36 anos a Bartosz. Take, como o conhecem os que conhecem a este professor universitário, nasceu en Toquio no Natal de 1952. Hai trinta anos que descubriu a existência do galego ao tropeçar com um exemplar d’A Nosa Terra em Madrid, onde aprendia castelhano, mas segue convencido de que o seu trabalho nom lhe importa a ninguém em Japóm. Tanto lhe tem. Non vai deixar agora o que tam amodo conseguiu, primeiro escrevendo-lhe cartas a Xaime Ilha Couto na editorial Galaxia, logo lendo livros em galego e finalmente assistindo umha e outra vez aos cursos de verao do ILGA. Desde 1989 vem duas vezes ao ano. Doe-lhe que a gente nova nom fale coma el e que os comerciantes nom rotulem os seus establecimentos em galego. Entenderia bem mellor a que se dedicam.

A Anik Nandi passava-lhe algo semelhante. Em Burdwan, na Índia, onde nasceu hai 28 anos, os seus companheiros e professores riam-se do seu entusiasmo polo galego. “Criam que se queria trabalhar com as línguas minoritarias de Espanha, devia escolher o catalám. Ao seu ver, tinha mais valor económico e mais oportunidades, mais bolsas para investigadores estrangeiros. Eu pensava que era umha língua com muita história e muito futuro, e ainda o penso”. Hoje passa do bengalí ao infinitivo conjugado sem arroibar e fala um galego correctíssimo polos corredores da residência universitária Burgo das Naçons, em Santiago. Colaborador externo do ILGA, estuda os cursos de doutoramento no departamento de Língua Espanhola da USC.

“UMHA LÍNGUA NOM TEM QUE SERVIR”

Cando lhe preguntan para que lhe serve o galego a umha malagueña, Eva Carrión sorrí. “É umha pergunta bastante divertida. Seguro que se estivessemos a falar doutra língua a ninguém se lhe ocorreria perguntar semelhante cousa. Toda língua é umha riqueça! Cada um é quem é porque vive na realidade cultural que vive e fala como fala. A língua forma parte de nós, e sem ela nom seriamos ninguém. Umha língua nom tem que servir, umha língua tem que ser”. No seu caso, ademais de ser a língua em que fala com todo o mundo em Vigo, onde fai um máster de Ediçom, é tamém umha ferramenta de trabalho. Esta andaluza de 25 anos licenciou-se emTraduçom e Interpretaçom em Granada e fantaseia com converter-se em tradutora nalgumha editora. Já tem o seu primeiro choio.





sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Bem-vindos ao Master do negócio


Esta segunda-feira começa o Master do negócio como se pode ler já na página web da USC. - praças e + € para implementar a educaçom Bolonha: elitizaçom e mercantilizaçom do ensino. Todo apresentado e moderado por Seném Barro e é que neste 2010 nom saimos do Natal ainda como para que nos metam já no entroido.

http://www.usc.es/gl/xornal/nova.action?id=120071

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Mobilizaçons da assembleia de filologia na próxima semana

A Assembleia informa das mobilizaçons da próxima semana em que participará e roga a vossa colaboraçom e assistência:

Segunda-feira:

em magistério as 16:00 horas pendurarám-se faixas com a legenda BEM-VIND@S AO MÁSTER DO NEGÓCIO: DE 300 A 1200 €. Pregamos a vossa assistência para visualizar umha presença mínima de estudantado crítico e para colaborar na exibiçom e penduraçom das faixas.

Quinta-feira:

pola manhá participaremos na greve do ensino após ter colado na faculdade cartazes e faixas animando a greve e contra as agressons ao galego. Animamos-vos as pessoas que ainda nom participades na marcha com nengum outro colectivo a que vos somedes a nós.

As 19:00 horas participaremos na Coordenadora de assembleias da USC, acto a que todas e todos estades convidados.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

21 de Janeiro, greve geral no ensino

Falas menos galego que um teletubbi. Daria Shornikova é russa. Ten 19 anos e aprendeu a falar galego em Petersburgo. Marga ten 18, vive em Vigo e di que se sente rara falando galego. Blanka é bósnia, tem 20 anos. Fala o galego que aprendeu na cidade croata de Zadar, na universidade.
Marcos vive en Ferrol, ten 18, nom fala galego. Molam-lhe os Dios ke te Crew. Tom é escocês. Fala galego. Ten 20. Coñeceu a Blanka numha viaxe de estudos a Santiago, gostárom-se e liárom-se falando galego entre eles. Lucía ten 17, é da Crunha, di que nom sabe falar galego. Dili é coreana. Chegou a Galiza para estudar castelhano porque gostava de La Oreja de Van Gogh e aprendeu castelhano e galego. Quando fala galego tem acento coreano, um sotaque de milheiros de quilómetros de distáncia.. Mónica nasceu en Pontevedra, ten 20, non fala galego nunca.
Alexandra Radu chegou a Vila de Cruces aos 13 anos desde a Roménia. Enmromanês eu tamén se di eu. Aginha começou a falar em galego. Ao final do curso já falava e escrevia mui bem a nossa língua. Romina tem 19 anos, é italiana, nasceu ao pé do vulcano Vesúbio, gosta muito do submarinismo. Fala bastante bem para levar aqui apenas um ano. Rosa tem 19 e trabalha de caixeira no súper onde Romina fai a compra. Romina fala-lhe galego todos os dias, Rosa nunca lhe contesta em galego.
Eva nasceu em Andaluzia e chegou a Galiza aos 24, aos 25 aprovou as oposiçons de educaçom física. Hoje dá as aulas no seu galego com sotaque de Cádis. Ten alunos e alunas que nom falam galego porque lhes dá corte. Cando Ignácio aos 16 começou a falar as suas primeiras palavras em galego recém chegado de Madrid alguns colegas rírom-se del. Deixou de intentá-lo. Ainda que dous anos despois decidiu passar do que dixera a gente, e hoje fala galego sem problemas. Eduardo Estévez chegou aos 20 e poucos da Argentina. Primeiro aprendeu a escrever em galego e logo a falá-lo. Publicou vários livros de poesia na nossa língua, que agora tamén é a sua língua. Podes atopá-lo na Galipédia, a wiki galega. E a Daria Shornikova podes vela em *******, explicando que se lhe fai estranho que haja galeg@s que nom falam galego. Em Russia non hai russ@s que nom falem russo.
A Blanka e a Tom tamén podedes velos em *******, contando que, como nom conhecem ainda muitas palavras do nosso idioma, por vezes acabam inventando algumha. Por vezes parece que poderia ser mais doado que o resto do mundo se bota-se a falar galego antes de que o fagam alguns galeg@s que semelham ter-lhe alergia à nossa língua. Quando escuito falar a Daria, a Blanka, a Tom, a Dili, a Álex, Eva, Romina ou a Eduardo pergunto-me porque lhe resultará mais fácil falar galego a um estrangeiro que acaba de baixar do aviom que a alguns galegos que levam aqui toda a vida. Hai galegos e galegas para quem a língua mais difícil de falar no planeta é o galego. Precisamente.Hai galegos que falam menos galego que um Telettubi. Eu, por exemplo, quando tinha 15 anos. Falam mais galego os quatro telettubies juntos num capítulo do que falava eu num mês enteiro daquela, quando tinha quinze anos. Daquela comecei a fazer-me perguntas: Por que nom podia eu falar galego como se tal cousa? Por que tiñamos que pagar a gente nova os preconceitos lingüísticos d@s maiores? Por que se estava desgaleguizando a minha geraçom? E botava-lhe a culpa à sociedade, como se for algo contra o que nom se pudesse fazer nada. Afortunadamente, dei-me de conta de que isso nom era normal nem irreversível. Nom era normal que chegara a invijar os debuxos animados japoneses da tele porque falavam galego com toda a naturalidade que eu nom tihaa. E fixem o único que podia fazer. Pôr-me a falar galego.

Tirado e adaptado de "Nadal, galego e verde", do Conselho da Juventude.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Juntas de faculdade 17-12-09

Pola assembleia de filologia assistírom: Héctor, Noa, Ana Teixeira e Antom.

1.- Aprovaçom das actas anteriores

2.- Informe da equipa decanal

- O departamento de filologia alemá disolve-se e integra-se no de inglês, passando-se a chamar Departamento de inglês e alemám. A frente segue Luís Iglesias Rábade. No tocante aos restantes departamento só houvo mudanças no de galego que agora está dirigido por Francisco Cidrás Escaneo.

- Estado de execuçom do orçamento:
Entrada de fundos 2009:
a.- Transferência ordinária: 162.618 €
b.- Partida de qualidade: 37.000 €
Gastos 2009:
Material (cap. 2)- 10.000 € de remanente
Capítulo 6 - 28. 000 € (incorpora-se ao exercício seguinte)
Qualidade- 2.300 € (incorpora-se ao exercício seguinte)

Acometérom-se quase todas as melhoras aprovadas na anterior Junta de Faculdade (cadeiras de trabalho, substituiçom do sistema de calefacçom, taboleiros electrónicos, cadeiras presidenciais, filtraçons de augas, escaner, baldes do lixo exteriores, actualizaçom da rotulaçom, substituiçom das portas principais - em Natal executará-se a 2ªfase correspondente ao aceso Norte-. Aliás, 15.000 € adicionais destinarám-se à biblioteca.

- Titulaçons
a.- Os novos títulos de grao, segundo a equipa decanal, implementárom-se com sucesso e conseguírom dar umha visom optimista na sociedade, que bate com a oferecida polos média, já que houvo um incremento da "demanda" (sic.). Os dados finais de matrícula para o curso 2009-2010 em 1º som:
Clássicas: 21 alunos
Hispánicas: 30 alunos
Modernas: 41 alunos
Inglesa: 91 alunos
Galego: 41 alunos (*nom inclui os alunos de português incluídos em Modernas)

TOTAL: 226 alunos [2004-5: 180; 2005-6: 158; 2007-8: 175; 2008-9: 165].

Destarte, os cordenadores dos graos já estám nomeados, por exemplo em galego é Elisa Fernández Rei.

- Master de Secundária: as aulas começarám o 18 de Janeiro [a assembleia denúncia que os matriculados pagam muitos créditos nom presenciais, assi como a oferta de prazas, ou o carácter ilegal de implementar para os licenciados um Master e nom seguir ofertando o CAP já que nom conheciam esta mudança quando se matriculárom em 1º. Tamém exprimimos as nossas dúvidas sobre se, finalmente, os docentes do Master farám greve pola nova carga lectiva nom remunerada ou se "passarám" de departir os créditos teóricos].
O número de prazas fixa-o a Conselharia, mas a negociaçom ficou interrompida polo processo eleitoral e logo houvo que renegociar, tomando como ponto de partida a previsom de oferta de emprego público. Nom se conhecem ainda as prazas que haverá para o vindouro curso.

A assembleia de filolologia advoga por exercer as suas acçons para a consecuçom dum mínimo que poderia perfeitamente executar-se com a normativa vigente, ou, de nom ser possível, modificando-a. Trataria-se de exigir o Master de Secundária a posteriori e nom a priori, ou seja, umha vez feitas as provas e alcançada a vaga para poder departir aulas. Destarte, é necessária umha garantia para as práticas e a clarificaçom de se o Master permite ou nom a possibilidade de fazer o doutoramento. Por outra banda, o Master de Secundária é umha medida do governo Aznar resgatada polo PSOE e implementada na Galiza por Laura Sanches Pinhom. Por isso, a assembleia de filologia denúncia o agrávio comparativo que sofreremos os licenciados e graduados galegos a respeito dos de outros países do Espaço Europeu de Educaçom Superior, já que se os títulos som homologáveis poderiam dar aulas sem ter feito este mestrado que se nos exige as licenciadas e licenciados do Estado espanhol.
3.- Quinquénios de docência 4.- Assuntos de trámite

a.- Registro de memória da licenciatura

b.- Créditos de livre configuraçom (concede-os o decanato se cumprem os requisitos e ratificam-se nas Juntas). Entre estes haverá um intitulado "Ramom Pinheiro e o galeguismo"

c.- Nomeamento de tribunais para prémios de licenciatura e doutoramento

d.- Informe favorável para um curso intitulado "Introdución al judaismo. Texto, historia, praxis..." do 27 a 29 de Janeiro.
5.- Rogos e trámites


quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

REGULAMENTO DA COORDENADORA DE ASSEMBLEIAS DA USC




ORDE DO DIA DA COORDENADORA


Companheiras e companheiros:

Pola presente convidamos-te a assistir à assembleia da Coordenadora da USC que se celebrará o vindouro 21 de Janeiro às 19:00 horas em Filosofia. Na reuniom tratarám-se os seguintes pontos (se bem a orde do dia ainda é provisional):

1.- Aprovaçom do regulamento da Coordenadora


2.- Nomear dous responsáveis de comunicaçons (blogue, rolda de endereços electrónicos*, comunicaçons externas com a imprensa), dous responsáveis de finanças e dous responsáveis de correcçom lingüística (AGAL e ILG-RAG).


*Criará-se umha listage com os endereços electrónicos das e dos assistentes que logo se irá inçando com periodicidade.


3.- Calendário de actividades:

a.- Campanha de conscientizaçom do estudantado com palestras nas diversas faculdades com a presença de professores críticos com o processo de Bolonha (Filosofia: Barreiro; Polícitas: Cernadas, Económicas: Vence ou Beiras, Filologia: decano ou José Luis, História: Bermejo, Sociologia: Afonso Garcia Tobio, Ciências da Comunicaçom...).

b.- Jornadas da Letras Galegas a Carvalho Calero: do 17 a 21 de Maio com exposiçons, palestras em filologia e um concerto organizado pola assembleia de CC. Políticas.

c.- A assembleia de CC. Políticas tem tamém previsto realizar duas jornadas de formaçom:

-. Abril: Curso sobre Palestina, 1 crédito (30 horas).

-. Maio: “Regimes fascistas e transiçom à democracia na Península Ibérica”, 2 créditos (60 horas).

d.- Outras

4.- Eleiçons departamentais e claustrais.


5.- Estabelecer umha data para umha primeira concentraçom da Coordenadora. Ediçom de material de agitaçom e cartazes e apresentaçom perante os média.


Sem mais, aguardamos contar com a vossa assistência, cumprimentos.


P.D.: para qualquer outra questom dirige-te aos seguintes endereços electrónicos:


Coordenadora da USC

coordenadoradausc@gmail.com


Assembleia de estudantes de Ciências Políticas

asembleaestudantes@hotmail.com

Assembleia de Filologia

assembleiadefilologia@gmail.com



1.- A Coordenadora expressará-se sempre em língua galega. Reconhecem-se as duas normativas, RAG-ILG e AGAL e tenderá-se a sua visualizaçom em todos os actos da Coordenadora.

Para tal efeito nomeará-se umha comissom de correcçom lingüística para evitar gralhas. Logicamente, a título individual cadaquém pode empregar na Coordenadora a língua com a que melhor se exprima, mas nos actos públicos em que se fale em nome da assembleia deverá ser sempre a galega como atitude exemplificativa, assi como na documentaçom interna a única língua empregada será o galego.


2.- Todas as reunions da Coordenadora terám umha pessoa moderadora e mais umha pessoa encarregada de tomar acta (secretária/o). Ambas configuram a Mesa da Coordenadora que deverá ser rotativa e nomeará-se em cada juntança por maioria simples das vozeiras e dos vozeiros presentes.


3.- A Coordenadora deverá ter umha assembleia ordinária afinal de cada ano académico para auto-avaliar-se e mais para apresentar o seu balanço financeiro. A periodicidade das assembleias extraordinárias será mensal.

As convocatórias serám anunciadas com suficiente antecedência a todas as Assembleias e no espaço em rede da Coordenadora. Para tal efeito, criará-se nom apenas um blogue para as comunicaçons externas, mas tamém umha listage de correios que serva de canle de debate interna e constante e para informar de qualquer evento ou assembleia.


4.- A Coordenadora está aberta à assistência de qualquer estudante da USC. Apenas terám voz nas reunions da Coordenadora duas pessoas por Faculdade, que serám eleitas previamente polas suas respectivas assembleias e que poderám exercer um só voto. Em todo caso, a Mesa da Coordenadora poderá ceder a palavra a outras e outros assistentes se assi o estimam pertinente as vozeiras e vozeiros presentes.

Aliás, as assembleias que nom cheguem a 5 pessoas reunirám-se em assembleia mista e terám as mesmas condiçons nas reunions da Coordenadora ca as assembleias ordinárias de faculdade. A circunscriçom para cada assembleia mista será a de campus para melhorar a sua viabilidade e funcionamento.

Nas três primeiras assembleias da Coordenadora deverám assistir um mínimo de 5 pessoas por assembleia para garantir que existe efectivamente um número mínimo de pessoas implicadas. Quando se cria algumha assembleia nova deverám tamém acreditar-se polo mesmo procedimento nas suas três primeiras sessons. Por esta mesma razom, recomenda-se rotaçom na presença de representantes de Faculdade nas reunions da Coordenadora na medida das possibilidades de cada assembleia de centro.


5.- Tanto nas convocatórias extraordinárias como na ordinária o sistema de votaçom é o que a seguir se descreve:

a.- Procurará-se sempre o consenso e forçar votaçons será o último dos recursos. Cada assembleia conta com um único voto,

b.- Em questons de substáncia ideológica e / ou organizativa a maioria necessária é de três quartas partes do total das assembleias presentes.

c.- Para as restantes actividades (projectos, agitaçom, concentraçons, etc.) avondará com a maioria simples.


6.- As tarefas que desenvolva a Coordenadora devem ser executadas polas diversas assembleia de faculdade para que sejam mais dinámicas e operativas. No entanto, se, as circunstáncias o requerem poderám criar-se reunions sectoriais (finanças, agitaçom, etc.) onde assistirá umha vozeira ou vozeiro por assembleia, em reuniom extraordinária e limitada a esses representantes com o mesmo sistema de votaçom ca o da Coordenadora.

Contodo, estas comissons nom som soberanas e deverám elevar as suas propostas para serem aprovadas nas respectivas assembleias e posteriormente na Coordenadora.


7.- As propostas de acçom nom som revogáveis umha vez aprovadas.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Palestra sobre o novo Master de Secundária

O presente texto é um resumo do que achegárom os diversos ponhentes durante a palestra sobre o novo Master de Secuntária departida na sala 5 da faculdade de história esta terça-feira às 19:00 horas, por mor das exíguas 20 prazas que se reservam para as licenciaturas de Arte, História, Geogragia, Filosofia, Económicas e Ciências Políticas.
Afinal, engadem-se algumhas consideraçons próprias. Tenha-se tamém em conta que o resumo de cada ponhente se fai através de notas pessoais e que, portanto, nem sempre respoderám exactamente ao exposto polos exponhentes, mas tenderá a reproduzir o sentido das suas intervençons.

Bermejo, professor da faculdade de História

Por enquanto a faculdade de filologia conta com 80 prazas a faculdade de história apenas conta com 20. Tendo em conta que no grao entrárom 200 alunos a rátio é de 1-10.
Em todo este processo o que domina é o despilfarro, a desorientaçom e a impostura. Um grao sem master nom vale para nada e os masters som poucos, selectivos e caros no modelo anglo-sajom que se implementa agora na UE através dumha reconversom industrial aplicada ao ensino que se chama Plano Bolonha.

No Estado espanhol nom hai mercado para a universidade polo que a adaptaçom da universidade ao mercado nom deixa de ser umha bonita declaraçom de intençons. Em Lugo, a titulaçom de Humanidades desaparece e passou-se a chamar "Ciências da Cultura e gestom cultural" para espantar a pantasma das depauperadas humanidades e com um programa e um plano de estudos improvisado para defender os interesses do profesorado.

Destarte, nom se estabelece um Master racional, mas masters adaptados aos desejos de cada professor que, no entanto, tampouco som os grandes beneficiários do novo Plano Bolonha, mas permite-se que cada professor imparta o que queira e assi evita-se a mobilizaçom social contra a reforma.

O único master que tem lógica e validez é o do mestrado, já que os demais nom som reconhecidos polo mercado. O interês em que se fagam masters é para recaudar fundos, por isso hai que recortar o número de prazas do master docente. Entom, os masters som apenas instrumentos recaudatórios. Podemos afirmar, finalmente, que a realidade refuta que os destinatários dos masters sejam os alunos e nom os professores.

Afonso Garcia Tobio, professor de sociologia

O Master de Secundária é umha cadena de despropósitos. A titulaçom de psicopedagogia desaparece e os docentes passarám a dar aulas neste master, com mais carga de docência e com professores contratados em precário (impartindo muitas horas e em Lugo e Compostela).

Por cima de 50 milhons de euros moverám-se neste novo mercado criado ex nihilo. Articula-se apresuradamente e às caladas para evitar os protestos e as pressons do estudantado com a maioria da comunidade docente cúmplice enquanto a deixem fazer. Os alunos passam a ser clientes deste novo mercado e de Bolonha com créditos empréstimos, o saber convertido em mercadória ou, em termos mais proféticos, a casa do conhecimento convertida numha cova de bandidos.

O master intensificou o trabalho dos professores e a precarizaçom do seu trabalho. O estudantado tem que dedicar-se a tempo completo a um master que passará dos 300€ dos CAP aos 1.200€ da USC, os 833€ de València, os 1594 de Castela e Leom ou os 1700€ da UNED. Isto na pública e com carácter excepcional para este ano ao acolherem-se pola crise ao intervalo mínimo estabelecido polas CC.AA, já que a tendência será ir homologando-se com a privada.

O inçado dos preços equipararám-se com o tempo pois com os 9000€ da universidade Complutense, os 4200€ da Pontifícia de Comillas, os 4100€ de Salamanca, os 6000€ da Camilo José Cela, os 7500€ da Afonso X, etc.

O ano passado havia 50.000 matriculados para o CAP em todo o Estado espanhol. As universidades públicas oferecem apenas 6.000 prazas e o cálculo de solicitudes é de 25.000 alunos, ou seja, 19.000 pessoas serám carne de canom para as privadas. O negócio é mais do que evidente.

Júlio Rodrigues (coordenador do Master de Secundária)

A história dos títulos universitários fixo-se sempre desde o pelelho do professorado que estava implicado nesse momento. As prazas oferecidas para a Galiza nom chegam a 50% das pré-inscriçons. A oferta de prazas depende da Conselharia que segue com a política da "austeridade" como se desprende do brutal acurtamento que sofrírom os orçamentos da USC. A Conselharia fai e desfai sem nengum tipo de oposiçom e o Processo de Bolonha acelera os tempos da mercantilizaçom do ensino e a depauperaçom das universidades.

Os licenciados quando começamos a carreira nom fomos advertidos desta reforma e, portanto, temos direito a continuar com o extinto CAP. Mas aplica-se-nos um decreto da era Aznar que aproveita habilmente Laura Sanches Pinhom para converter-nos já em vítimas da "universidade à bolonhesa" de que falava Miguel Anjo Fernám-Velho.

CODA

Quê fazer? Esta pergunta parece ecoar agora entre os que padecem os primeiros embites do Plano Bolonha. É demasiado tarde para reagir? Nom é demasiado tarde para perder a esperança porque o estudantado galego tem demonstrado noutras ocasions que é capaz de dar a cara e enfrontar os embites do grande capital. A soluçom é clara. Historicamente só se tenhem atingido êxitos nas vindicaçons sociais através da mobilizaçom e a luita na rua. O estudantado deve auto-organizar-se através de assembleias de faculdade que se coordinem logo a nível USC e caminhem para umha greve geral indefinida até que as nossas demandas sejam ouvidas:

- Paralisasom do Plano Bolonha e racionalizaçom da reforma universitária para que advogue claramente por umha universidade pública dotada dos suficiêntes recursos para ser universal e de qualidade e nom elitista e classista.

- Garantir que o Master de Secundária seja universal e público, quer dizer, com taxas assúmiveis polo estudantado e bolsas directas para o sustentamento do estudantado. Aliás, todas licenciadas e todos os licenciados devem ter oportunidade de curar este master, polo que se deve incrementar o professorado e os meios para que todo o estudantado poda aceder ao master sem limite de prazas.

Só fica um caminho, a auto-organizaçom e a luita. É urgente rearmar o tecido estudantil e criar consciência crítica entre o estudantado para evitar a mercantilizaçom do ensino e a morte da universidade pública. Somos mais e assiste-nos a razom. Estudante, organiza-te, revolta-te e luita!




+ Info:

-Veja-se o post incluído neste blogue com o vídeo dumha palestra sobre a universidade aparecida em Correo TV.

- Os anos passam, os problemas som os mesmos:



- Para umha opiniom pessoal mais desenvolvida sobre estas questons veja-se o artigo:

"A língua da Galiza perante o repto dumha educaçom privada e centralizada"


terça-feira, 10 de novembro de 2009

V Assembleia de filologia

Assistência: 6 pessoas (César, Ana, Lídia, Ánia, Rosa e Antom).


1.- Organizaçom
+Eleiçons USC: Ana encarrega-se da estáncia e como o prazo remata a vindoura segunda-feira esta semana hai que tirar cópias dos boletos de identificaçom dos candidatos e reunir-nos a quinta-feira às 17:00 horas. Ánia e Lídia ficam como responsáveis de entregar logo os papéis assinados.

+ As brochuras já fôrom repartidas hoje, terça-feira, despois da assembleia.


2.- Actividades
+ Já chegárom quase todos os programas modificados e as titorias para as matéricas sem docência já estám arranjadas para inglês, latim, alemám e grego.

+ Solicitou-se, mais umha vez, a instalaçom dumha máquina de pensos que já fora solicitada por Ana quando estava nos Comitês. Polo visto só hai umha empresa que oferte este serviço e deve temer que nom seja rendível adiando a sua instalaçom malia as chamadas do decano da faculdade.

+ No tocante à cafetaria os centros que nom a tenhem unificarám os provedores de máquinas para regular preços. Os que a tenhem como filologia, e segundo o indicado polo vice-gerente de assuntos económicos, José Antom Freire, contam com concesons longas de 10 a 20 anos (a nossa data do decanato de Mercedes Brea). O decano está disposto a organizar umha reuniom com José Antom Freire, polo que devemos estabelecer umha data e decidir quem assistimos, informando-nos sobre as condiçons para revocar a concesom, os prazos da mesma... Ana fica de responsável para trazer os requisitos com os que elaborar queixas polos preços e o serviço da cafetaria. Noa Presas tem a folha com a comparativa de preços polo que a ver se no-la pode deixar ou a trai à próxima assembleia. Tamém o decano se compremeteu a revisar o acordo de sanidade da faculdade.

+ Reuniom limpeça: marcada para o 19, quinta-feira, de 18:15 a 18:30 (Ana, César, Helena, Rosa e Antom).


3.- Coordenadora
+ Falar com as outras assembleias para fazer um protesto conjunto diante da reitoria polos preços da cafetarias.

+ Haverá umha entrevista na televisom sobre Bolonha e dérom-nos um contacto por se queremos participar.

4.- Outras

Actividades pendentes
: Jantar (decidir menú para a semana), vozeiros, FAQ, Semana das Letras a Carvalho Calero...

terça-feira, 3 de novembro de 2009

IV Acta da assembleia de filologia

IV Assembleia de filologia 3-11-09

Assistírom sete pessoas (Lídia, Ánia, Helena, César, Rosa, Ana e Antom).
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1.- Organizaçom

- Eleiçons USC do 3 de Dezembro: o praço para a apresentaçom de candidatos vai do 6 ao 16 de Novembro e para filologia hai 61 postos a cubrir no 1º e 2º ciclo. Cumpre tirar cópias do Boleto de Identificaçom de cada candidato, a sinatura e como encarregadas das estáncias nomeou-se a Lídia e Ánia.

- Reuniom com o decano [Ana]:
+ Matérias extintas: esta semana saem os nomes dos professores encarregados das titorias. Porém, estám pendentes ainda de que a reitoria modifique o programa de avaliaçom.
+ Cafetaria: na Primavera haverá que sacar umha campanha de venda alternativa como a do ano passado que consciêncie sobre o problema dos abusivos preços. A USC pretende nestes momentos fazer umha concesom única para as máquinas que permita regular e estipular preços mínimos. A idieia é falar com outras assembleias e fazer um protesto conjunto na reitoria, que é a que tem as competências sobre as concesons.
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2.- Actividades

- Limpeça: fixou-se a reuniom com as trabalhadores e os trabalhadores para o dia 19, quinta-feira, entre 18:15 e as 18:30 e confirmárom a sua assistência Ana, Helena, César, Rosa e Antom.

- Jantar: para a semana decidirá-se o menú desta actividade pensada para autofinanciar-nos. Acordou-se vender os bonos por adiantado e celebrar o jantar numha aula da faculdade. Tamém devemos estabelecer a data e a gente disposta a colaborar.

- Brochura: a espera de maquetaçom

- Vozeiros: no de AGIR elaborará umha pessoa as respostas e logo someterám-se as emendas que a assembleia decida. No da ASSEMBLEIA a periodicidade será quatrimestral e em A3. Deverá-se-lhe buscar um nome e as secçons propostas som:
+ Artigo de opiniom dum professor: nº1 José Luís
+ Artigo sobre a limpeça: nomear responsável de redacçom
+ Artigo sobre Bolonha: nomear responsável
+ Artigo sobre tema filológico: alguém propuxo fazer um sobre o conceito de
Lusofonia e as últimas críticas e propostas sobre
este conceito.

- Elaborar um inquérito de satisfacçom sobre a cafetaria: nomear responsável de redacçom do conteúdo e propor umha data para impresom, elaboraçom, etc.

- Regeneracionismo: elaborar um FAQ para repartir com o vozeiro e nas palestras da assembleia. César Campos ficou de encarregado de pedir permiso à Gentalha para publicá-lo.

- Semana das Letras Galegas: elaborar já um cartaz genérico de promoçom (responsável Ana). O conteúdo é umha image de Carvalho Calero e o textual seria: HOMENAGE A CARVALHO CALERO-SEMANA DAS LETRAS GALEGAS 2010-Maio 2010-Assembleia de filologia-http://assembleiadefilologia.blogspot.com

- Houvo umha proposta para a projecçom do programa Faladoiro com as intervençons sobre a universidade de Bermejo, Barreiro e outros professores da USC onde se analisa o Plano Bolonha e as suas conseqüências (estám colgados já no nosso blogue).
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3.- Coordenadora

- Ainda sem nengumha novidade infelizmente.
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4.- Finanças

Para a semana encorajamos as e os integrantes da assembleia para que elaborem propostas encaminhadas a gastar os quartos que temos disponíveis para cópias.
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5.- Outros

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terça-feira, 27 de outubro de 2009

III assembleia de filologia

27 de Outubro de 2009 às 14:15 horas na sala 15. Apenas assistírom três pessoas (César Campos, Helena e Antom Fente) e Ana Teixeira desculpou a sua ausência.

1. Organizaçom

- Comissom cultural: sem novidades destacáveis.

- "Galego sempre mais": ainda nom temos resposta para elaborar umha palestra com eles enquadrada numhas pequena "Jornada da língua". Polo de pronto contestárom desde a "Mocidade pola língua" a quem nom ia redigido o correio como entidade, mas apenas como membro dumha plataforma.

2. Actividades

- Entrevista à assembleia de filologia para o vozeiro de AGIR

- Brochuras: enviar-lhas a Ibám

- As trabalhadoras da limpeça param sobre as 18:30 horas, polo que temos que estabelecer umha data para combinar com elas.

- Reuniom com o decano para a rolda informativa a todo a alunado:
a. Titorías das matérias extintas: ainda nom se reuniu com os responsáveis, pois um departamento se integra noutro, polo que o director está em funçons. Porém em princípio esta semana terá todo solucionado. Ana Teixeira combinou com o decano nesta quinta-feira para confirmar pormenorizadamente isto.
b. Horários do grao: reconheceu que foi um erro deles, e aseverou a aplicaçom dumha soluçom imediata. As faltas por culpa do horário: para os alunos que tenham faltas por mor dos horários devem falar com Carracedo para dar-lhe os seus nomes, para que el avise aos professores em questom para que lhe tirem as faltas.

- Uso da exposiçom sobre Carvalho Calero desenvolvida pola Fundaçom Artábria na homenage que este ano imos desenvolver com motivo das Letras Galegas alternativas que propomos.

- Elaborar um vozeiro próprio em filologia que trate: temas filológicos, a greve da limpeça, Bolonha e algum artigo de opiniom dalgum professor desta faculdade (foi proposto José Luis Rodrigues do departamento de português). O formato seria em DIN-A3.

-Em Novembro, entre o 6 e o 16, devermos apresentar as candidaturas para a Junta de Faculdades e o dia 3 de Dezembrom som as votaçons, havendo 61 membros para o 1º e 2º ciclo em filologia. No registo da universidade deveremos entregar umha instáncia como os nomes de todos os candidatos e umha cópia do seu Boleto de Identificaçom e um abaixo-assinado conjunto.

3. Coordenadora


- A assembleia de políticas já está enterada do nosso convite para retomar a coordenadora, mas ainda nom se tenhem reunido internamente.

- A assembleia de história ainda nom funciona, já que é "accidental" e centrada na perda do local de estudantes nessa faculdade.

- A assembleia de jornalismo está impulsada polos Comitês e centra-se polo de pronto apenas na normalizaçom lingüística polo que haverá que aguardar se toma corpo como entidade de seu ou apenas é um apéndice dum sindicato estudantil para involucrar a novas pessoas.

4. Finanças e material


- Líquido: 5€

- Para fotocópias e material: 170€

A mercantilizaçom do saber

Sob o título "O sistema educativo axeonllado ante o mercado" vê a luz em Altermundo esta interessante reflexom de Santiago Quiroga, mestre e activista social, que foca, como nom podia ser doutro jeito, a mercantilizaçom do ensino superior através do Plano Bolonha, panaceia do ultraliberalismo em crise.

[...]

As políticas neoliberais están estreitamente vencelladas ao crecemento exponencial da escola “pública” concertada; na Comunidade de Madrid, baixo o mandato do PP, as aulas concertadas pasaron de 8.041 no curso 1999/00 a 11.028 no curso 2004/05, o que supón un aumento do 37% en 5 anos; ademais, a CAM é a rexión onde máis creceu no curso 2004/05 o alumnado dos colexios privados, con 10.824 alumnos máis, é dicir un incremento do 125% (Burgos Tejero, 2006). Outro dato revelador é que a inversión en investigación militar supera en 300 veces o presuposto destinado á investigación educativa (Toribio Barba, 2008).

[...]

Con este panorama, ¿debemos rexernos moralmente por políticas educativas que estimulan a competencia, se alicerzan na desigualdade social e domestican ao pensamento? Eu, como docente, non.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

A língua da Galiza perante o repto dumha educaçom privada e centralizada



Hoje achegamos um artigo dum membro da assembleia que foi publicado gentilmente fai um tempo em Altermundo e que achamos interessante recuperar nestas datas pola caótica implantaçom do grao que confirma muitos dos nossos temores. O artigo é umha versom extensa do exposto pola Assembleia nas Jornadas sobre o bilingüismo do passado curso (ponto quatro).



Sinopse:
Nesta breve palestra tentaremos expor ao longo de quatro pontos que é Bolonha em linhas gerais, mas soterradas polos média, para podermos compreender o verdadeiro alcance do Plano e assi poder determinar o futuro que se pode beliscar para o galego, que, em todo caso se presume preto ou mui preto.

Acta da II assembleia do curso 2009/2010

A continuaçom fazemos umha acta-resumo da assembleia correspondente ao dia de hoje. A assistência foi de doze pessoas.

1. Apresentaçom da assembleia para as novas incorporaçons

2. Organizaçom

a) Comissons

- Biblioteca (Ana Teixeira): para o presente exercício nom haverá orçamento definido para a adquisiçom de livros, o que pode provocar que se produzam petiçons massivas (algumhas delas superfluas) que restem quartos para adquisiçons realmente necessárias. Aliás, o fundo bibliográfico da nossa faculdade necessita dumha ampliaçom de aqui a dous anos (o que atinge à nova equipa decanal).
Os alunos podem sugerir livros polo que combinamos em que elevaremos petiçons desde a Assembleia de Filologia ao respeito.
- Docência: Jacobe nom pudo assistir ao nom comunicar-se-lhe a hora fixada para a convocatória desta comissom. Pretendia-se que a gente de Erasmus nom pudesse exceder número de troncais, o qual é presupor que o nível fora é menor ao da USC - e aqui entramos na falha de coerência com Bolonha-. Tanto os Comitês como a Assembleia de Filologia mostramos a nossa oposiçom. O que si se aprovou foi a necessidade de fazer a matrícula num número mínimo de créditos para evitar que as pessoas com um alto expediente foram de Erasmus com escassas matérias.

b) Concentraçom "Galego sempre mais" e "Queremos galego"

Valorou-se coma um sucesso a concentraçom do passado Domingo, sem obviar por isso certas deficências organizativas e a instrumentalizaçom da plataforma "Queremos Galego".

Extracto da valoraçom desde o espaço web de Galego Sempre Mais:

Centenas de pessoas somárom-se à coluna reintegracionista na manifestaçom em defesa do idioma do dia 18 de Outubro. Tal como tínhamos feito no 17 de Maio, a nossa plataforma voltou a convocar com a cor laranja como identificativo e umha faixa de cabeça com a legenda 'Contra o bilingüismo, pola hegemonia social do galego'. Umha marcha alegre e combativa que concluiu na praça do Toural, onde Séchu Sende e Beatriz Peres alternárom a leitura do manifesto da Plataforma Galego Sempre Mais.
http://galegosempremais.net/



c) Actualizaçom da listage de endereços electrónicos

3. Actividades

- Reuniom com o decano Ernesto para combinar umha Rolda Informativa sobre as incompatibilidades dos horários dos grados - o que é ainda mais grave polo cómputo de faltas de assistência- e a falha de docência em matérias de 1º pendentes. [encarregada: Ana Teixeira].

- Reuniom com as trabalhadoras da limpeça [Ana Teixeira] para concertar umha reuniom para conhecermos melhor a sua situaçom actual e possíveis soluçons.

- Jornadas da língua [César falará com a plataforma "Galego sempre mais"]. Na seguinte assembleia fixaremos praços e orientaçom [eu proponho incluir aqui tamém algo sobre Bolonha e o Mestrado, críticas e o nosso posicionamento].

- Juntas de faculdade [adiado para a próxima assembleia]

- Jantar [adiado]

- Preços cafetaria [adiado]

- Eleiçons a decano e reitor. Campanha sobre a falha de democracia e trasparência interna na universidade [adiado].

- Semana de homenage ao professor Ricardo Carvalho Calero polas Letras Galegas: palestras, acto simbólico de homenage, etc. [Poderia-se mirar de organizar umhas jornadas convalidáveis por um crédito com palestras que foquem a figura tamém a figura de Ugio Novoneyra e a de Manuel Maria - havia umhas jornadas dos antigos CAF a este último que nunca se realizou].

4. Coordenadora

- Contacto com as assembleias de História e Jornalismo [Helena].

- A assembleia de Ciências Políticas ainda nom respondeu ao nosso chamamento.

- Fixar umha data para a primeira reuniom de trabalho em que se presente a última acta (regulamento) e se reactive a sua configuraçom.

5. Finanças e material [adiado até a próxima assembleia]



6. Vários

- Próxima assembleia, Terça-feira às 14:00 horas. Prega-se pontualidade.